A produção mede-se em toneladas métricas de castanha com casca, representando as amêndoas cerca de 20–25% do peso após o descasque. A produção mundial atingiu cerca de 3,66 milhões de t em 2020 e cerca de 3,93 milhões de t em 2023, com uma taxa de crescimento anual composta da ordem dos 3–4%. A África representa mais de 60% da produção mundial, enquanto a Ásia (Índia e Vietname) continua a dominar o processamento, importando castanha em bruto de África para exportar amêndoas.

Produção de caju por país, 2020–2025

País20202021202220232024 (est.)2025 (est.)
Costa do Marfim8499509701,0441,1001,150
Índia703720752782780725
Vietname349360370348340320
Benim138150160204210220
Tanzânia233240250189300425
Indonésia166170175164170175
Moçambique143145150157160165
Burkina Faso135140145144150155
Filipinas256250240136140145
Brasil139140145128130135
Gana8995100116120125
Guiné-Bissau120115110115120125
Nigéria9295100889095
Guiné374045818590
Mali747580758085
Total mundial3,6603,8003,8533,9354,2004,300

Milhares de toneladas métricas (kt) de castanha com casca. Fonte: FAO e dados complementares. 2024–2025 são estimativas preliminares; os valores de 2021 são interpolados onde os dados diretos da FAO são limitados.

Tendências principais, 2020–2025

  • Ascensão de África — a Costa do Marfim, o Benim e o Burkina Faso aumentaram a produção entre 20% e 50%, atingindo cerca de 55% da quota mundial em 2023 e reduzindo a dependência dos polos de processamento asiáticos.
  • Volatilidade climática — chuvas fora de época reduziram o Vietname cerca de 6% em 2023, enquanto o investimento em rega estabilizou os rendimentos indianos. Ainda assim, a produção cresceu cerca de 7,5% de 2020 a 2025.
  • Impulso à sustentabilidade — iniciativas como a African Cashew Alliance elevaram os rendimentos tanzanianos cerca de 30% desde 2020.
  • Localização do processamento — a Nigéria pretende processar 50% da sua castanha nacional, face a cerca de 10% em 2020, para captar mais valor na origem.

Projeções para 2026

Prevê-se uma produção mundial de cerca de 4,69 milhões de t em 2026, cerca de 9% acima de 2025, impulsionada pela expansão africana e pela recuperação asiática. Projeções por país: Costa do Marfim 1,3 milhões de t; Índia 750 000 t; Vietname 300 000 t; Tanzânia 450 000 t. Projeta-se que a África atinja cerca de 70% de quota em 2026, com um CAGR de 4–5% até 2030.

Desafios e oportunidades

Projeta-se que as alterações climáticas custem 10% a 15% de rendimento nas zonas vulneráveis até 2030. A oportunidade está no valor acrescentado: o processamento local poderia acrescentar 2 a 3 mil milhões de USD por ano às economias africanas, e a certificação sustentável é cada vez mais exigida pelos compradores da UE.

Fonte e nota

Valores de produção da FAO e dados setoriais complementares. Nota: a página de origem cita também um valor de campanha 2025/26 de 5,21 milhões de t, inconsistente com a previsão de 4,69 milhões de t para 2026 indicada acima; ambos são reproduzidos tal como publicados e a discrepância é assinalada em vez de resolvida.

RegiãoPrincipais países produtoresPapel
África OcidentalCosta do Marfim, Nigéria, Benim, Gana, Guiné-BissauMaiores produtores de RCN
África OrientalTanzânia, MoçambiqueGrandes produtores de RCN
Ásia do SulÍndiaProdutor e grande transformador
Ásia do SudesteVietname, Camboja, IndonésiaProdutor e transformadores de primeiro plano
América do SulBrasilProdutor e transformador regional

Indicativo — as classificações variam de ano para ano com as colheitas.

A transição na captação de valor

Os países que cultivam castanha em bruto querem cada vez mais processá-la localmente para manter empregos e margem em casa. É exatamente isso que a TTQ permite — implantação de fábrica por país.